O Conto do Girassol Solitário - Final

        Apesar de estar decidido a abrir mão das duas flores, ainda não tinha conseguido coragem para agir. E nesse meio tempo algo diferente aconteceu. Uma Samambaia foi colocada ao lado do Girassol. Puxa! Uma Samambaia? Que diferente. Pois é, o Girassol se interessou em conhecê-la, seria uma nova experiência e assim deixaria as outras duas de lado. A Samambaia era muito simpática, uma companhia agradável, culta, vivida, estável, educada, atenciosa, cativante. Ia ficar fácil perder o interesse pelas outras duas.
        A dona das plantas teve uma idéia genial, colocar o Girassol e a Samambaia no mesmo canteiro. As plantas se davam tão bem, porque não colocá-las juntas?! Foi aí que o Girassol que sempre esteve sozinho se incomodou, não conseguia respirar, a Samambaia cercava, esbarrava, sufocava. E mais uma vez ele começou a definhar. Percebendo a tristeza do Girassol a dona das plantas rapidamente o tirou de perto da Samambaia que não se conformou e morreu.       
        Novamente estavam o Girassol, a Margarida e a Falsa Margarida. Só que dessa vez o Girassol não podia se aproximar de nenhuma das duas, queria ser mandado de volta para a sala vazia, ser novamente o centro das atenções e ficar livre da decisão sem sentido. Desejou nunca ter se aproximado das margaridas. Desejou nunca ter saído da sala de estar.
        Teve que conviver com a presença da Falsa Margarida suplicando a oportunidade de mostrar amor e da Margarida deixando claro que gostava dele, mas como não foi a primeira opção não poderia ceder.
        Da mesma forma como sempre viveu, o Girassol permaneceu, solitário. Lindo, inteligente, carismático, amigo, mas solitário. Sozinho dentro de si, vazio! Resta a esperança de encontrar outro Girassol com que possa compartilhar, crescer e ser feliz!

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