Diário Camboja: Um flash de corrupção em Phnom Penh

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Parecia tudo completamente normal, calor intenso, trânsito intenso, eu andando de mototáxi (Tuk Tuk - foto no final do post). Até que o motorista fez uma curva e deu de frente com uma "batida policial". Fiquei um pouco assustada, e em questão de milésimos de segundos comecei a pensar no que podia acontecer. O policial mandou encostar e com um sinal fez o motorista pular da moto na calçada. E eu? Eu lá congelada, só olhando e tentando pensar em algo.

O motorista parecia ser amigo dos policiais, e já foi logo indo pra perto de uma das motos dos policiais, e vi que o policial falou algo meio que no olvido do homem. Fiquei realmente preocupada! Então vi que o motorista tirou dinheiro do bolso. Parecia uma conversa de amigos íntimos, meio que se abraçando, se empurrando. Obviamente eu não entendi nem uma só palavra, e nem queria tentar pra não parecer intrometida e acabar sobrando pra mim.

Essa cena não durou mais do que 2 minutos. O homem voltou para a moto e acelerou pra sair rápido, mais ou menos 10 metros depois, virou pra trás sorridente, olhou pra mim e disse "tchu dolár" (2 dólares), esse foi o preço da paradinha. Não tenho certeza, mas o salário mínimo no Camboja não passa de 100 dólares e a maioria das famílias tem que sobreviver com menos de 50 dólares por mês. Enfim... cálculos e cálculos pra te falar o que já ficou óbvio, a corrupção está por todos os lados.

O mundo "avança" e vamos chegando ao ponto de achar que os atos corruptos são normais e simplesmente devemos aceitá-los.

Era uma moto idêntica a essa.

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