O comprimido milagroso - Parte 2


Um ano depois daquele dia horrível, era sexta-feira a noite, eu estava voltando pra casa de taxi e do nada comecei a me sentir extremamente triste, uma vontade inexplicável de chorar, queria chegar logo em casa e me jogar na cama. Fiz isso! Fiquei ali chorando sem nem saber o porque. Imaginei que fosse TPM já que estava nos dias prévios à menstruação.

Recebi uma ligação de uma senhora amiga que praticamente tinha me adotado como sua filha, contei que estava triste e que não iria à igreja no dia seguinte. Ela se preocupou por minha alimentação e me disse que no dia seguinte iria me levar comida na hora do almoço. Não queria sair da cama, mas consenti.

Tomei um chá porque sentia muito frio e um pouco de cólica e continuei na cama. Na manhã seguinte me sentia estranha, só queria ficar deitada, sentia tontura e náuseas. Fiquei deitada quetinha, tentando esquentar a região pélvica. Por volta das 11 da manhã a minha amiga chegou, me serviu a comida e sentei no sofá para comer, não pude terminar. Levantei, fui ao banheiro e percebi que precisava tomar um banho. 

Nem bem entrei no chuveiro e "bum", meu útero se contorceu, dessa vez ele sairia, gritei, minha amiga entrou no banheiro correndo pra me socorrer, me troquei como pude e fui levada novamente ao hospital. Outro ultrassom pélvico, outra vez a pergunta sobre o aborto. Passei a tarde toda em observação. Medicada já não sentia nada.

Quando o médico me deixou voltar pra casa, me receitou um comprimido chamado antalgina, eu não tinha nem ideia do que era, mas tomei e passei os dias seguintes como se nada tivesse acontecido. Ah, o médico me orientou a tomar a tal da antalgina sempre que sentisse o mais mínimo sinal de cólica. Tomei por uns dois meses, mas minhas amigas da área médica me diziam que esse remédio não deveria ser tomado com frequência. Parei... Mas então percebi que se eu tomasse somente um comprimido no início das cólicas ficava bem o período todo. Então, o máximo que eu tomava era um comprimido por mês. E fiquei super bem! 

Até que um ano depois... (continua)

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